AMIGOS DO ESTREITO


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HISTORIA


Freguesia de Estreito

Freguesia situada nas faldas da serra do Muradal, dista 13 quilómetros da sede do concelho. É a maior freguesia em extensão e a que reúne maior número de povoações. É provável que o povoamento do actual território da freguesia ascenda a tempos pré-romanos. As condições naturais de defesa que o lugar do Estreito então proporcionava eram manifestamente propícias à instalação de um qualquer povo, talvez lusitano. Eles encontraram aqui um castro natural, inacessível então por todos os lados, excepto pelo lado poente, acesso este que seria vigiado pelo Cabeço da Rainha, e com o qual comunicaria através do cume das serras. Os Romanos devem ter aqui encontrado um problema de difícil solução. Mas com maior ou menor dificuldade lá conseguiram desalojar os aguerridos guerreiros. Sobre a presença romana no chão desta freguesia não existe a mínima dúvida, como atesta a descoberta feita em 1848 junto à povoação de Estreito. Aí apareceu uma considerável porção de moedas de prata romanas, das quais sobressaía uma datada de 88 antes de Cristo, e uma outra, de cobre, com a efígie do Imperador Galeno, que reinou entre 254 e 268 da nossa era. Estreito tornou-se freguesia no longínquo ano de 1535, depois de diversos anos de luta por parte dos seus habitantes. No dealbar do século XVI, então com 30 fogos, era um simples lugar da freguesia de Oleiros. No entanto, havia muito já que os seus habitantes aspiravam e lutavam pela sua independência. No ano de 1515 obtiveram, da Nunciatura Apostólica de Lisboa, um Breve que lhes concedia licença para terem um capelão que lhes dissesse missa e administrasse os sacramentos. Apenas a comunhão pascal não poderia ser dada pelo capelão, o que, no fundo, era um atestado de dependência em relação a Oleiros. E essa clausula seria aproveitada pela Câmara da vila para considerar o Estreito dependente daquela freguesia, tanto que, em 1531, por ocasião da finta lançada para reedificação da igreja matriz, incluiu nela os habitantes do Estreito. Estes não se conformaram, recusando-se mesmo a concorrer para tal obra, alegando que estavam separados da Igreja de Oleiros, já que todos os seus actos religiosos eram praticados na capela dedicada a S. João Baptista, levantada no meio do Estreito. Este templo era “igreja visitada sobre si”, e nela, os moradores “tinham gasto o que Deus sabia, sem ajuda de ninguém”, como se lê no documento pelo qual recorreram. Finalmente, em 16 de Novembro de 1535, a Casa da Suplicação proferia uma sentença, dada em nome de D. João III, contra a “Câmara e Concelho de Oleiros”, declarando os moradores do Estreito isentos de contribuir para as obras da igreja da freguesia da sede do concelho. E assim, uma nova freguesia nascia. A paróquia foi uma reitoria da Ordem de Malta, da apresentação do Bailio, ou, segundo a Estatística Paroquial de 1864, do grão-prior do Crato, que era o seu donatário. Seria este o responsável pela apresentação do cura de Estreito que vencia uma côngrua de 3.500 réis em dinheiro, 60 alqueires de trigo, 60 de cevada e 25 almudes de vinho mosto. Para efeitos civis, esta freguesia esteve anexada à de Vilar Barroco de 14 de Março de 1878 a 26 de Março de 1890. Na primeira metade deste século, escrevia-se no “Guia de Portugal” que “no concelho há muitos sítios ermos dignos de ver-se, mas quase todos de difícil acesso. Por estrada, o único realizável, por enquanto, é o passeio ao Estreito. Desenrolando-se sempre em serrania brava, agora a meia encosta de Alvelos, a estrada prossegue para o Norte em direcção à Gardunha, alcançando ao fim de três léguas um severo planalto. A freguesia do Estreito encontra-se aí num refolho da serra do Muradal. Como tantas outras da província, decaiu muito com a ruína dos seus soutos seculares. O lugar é, na Beira Baixa, o único em que não morreu a indústria caseira de criação do bicho da seda, cujo fio as tecedeiras da freguesia utilizam para bordarem, no tear, bonitas cercaduras em toalhas de linho”. Claro que, hoje, e desde há muito, o passeio ao Estreito não é o único realizável. A tecelagem continua a ter grande expressão, constituindo um dos bons valores artesanais da freguesia. A decadência, após a ruína dos seculares soutos, foi um facto, mas a freguesia soube levantar-se a tempo e, nos finais dos anos 60, havia já uma fábrica de resinosos e três grandes serrações. Era o aproveitamento do pinheiro que, então, monopolizava a quase totalidade da população activa, quer na exploração directa, no campo, quer na extracção de derivados, dada a sua importante industrialização. Em termos de produtos agrícolas, desde há muito que o predomínio é exercido pelos cereais, a batata e o azeite.


LENDAS
A lenda de S. João Baptista
Há muitos anos atrás, três pessoas importantes e ricas do Estreito mandaram construir uma igreja onde puseram S. João Baptista. As pessoas de Oleiros não queriam cá o Santo e vieram buscá-lo num burro. O Santo desaparecia de Oleiros e aparecia num carvalho junto da igreja. Tantas vezes o levaram, tantas vezes ele regressava que eles desistiram. E, assim ficou S. João Baptista como o padroeiro do Estreito.

O Milagre do Azeite
No século XVII vivia no Estreito, na zona dos Espinheiros, o Padre Levita com a sua criada. Esse padre tinha um pote com azeite e todos os pobres que por ali passavam pediam azeite à criada. O Padre Levita ralhava-lhe e ficava furioso.- Porque dais azeite a toda agente?- Mas, cada vez que dou azeite mais há no pote! E assim acontecia, sempre que dava azeite o pote enchia. O Padre Levita e a sua criada foram enterrados na Capela da Senhora da Penha, mandada construir por ele no ano de 1689.


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